Saiba qual a diferença de Israel do Velho Testamento para Israel no Novo Testamento
A relação de Deus com Israel é um tema central na Bíblia, permeando tanto o Velho quanto o Novo Testamento. No Velho Testamento, Israel é apresentado como o povo escolhido por Deus, com quem Ele estabeleceu um pacto. Esse pacto é baseado na obediência dos israelitas à Lei de Deus, recebida por Moisés no Monte Sinai. A promessa de Deus é proteger e abençoar Israel, fazendo deles uma nação santa e um testemunho das obras de Deus para as outras nações.
Israel no Velho Testamento
No Velho Testamento, a relação de Deus com Israel é frequentemente descrita em termos de pacto e aliança. Deus promete ser o Deus de Israel, e Israel promete ser o povo de Deus. Essa relação é marcada por momentos de fidelidade e infidelidade, com Deus chamando Israel de volta à obediência através dos profetas.
– “E vocês serão para mim um reino de sacerdotes e uma nação santa.” (Êxodo 19:6)
– “Eu serei o seu Deus, e vocês serão o meu povo.” (Levítico 26:12)
Israel no Novo Testamento
Com a vinda de Jesus Cristo, a compreensão de Israel e da relação de Deus com Seu povo passa por uma transformação significativa. No Novo Testamento, Jesus é apresentado como o Messias prometido a Israel, que veio não apenas para os judeus, mas para toda a humanidade. A morte e ressurreição de Cristo inauguram uma nova aliança, baseada na fé em Jesus Cristo e não mais exclusivamente na observância da Lei mosaica.
– “Porque Deus amou tanto o mundo que deu o seu Filho Unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha vida eterna.” (João 3:16)
– “Eis que os dias vêm, diz o Senhor, em que farei uma nova aliança com a casa de Israel e com a casa de Judá.” (Jeremias 31:31, citado em Hebreus 8:8-13)
Mudanças após a morte e ressurreição de Cristo
Após a morte e ressurreição de Cristo, a relação de Deus com Israel e com a humanidade é redefinida. A ênfase agora recai sobre a fé em Jesus Cristo como o meio de salvação, tanto para judeus quanto para gentios. A Igreja é apresentada como o novo povo de Deus, composto por aqueles que creem em Jesus.
– “Porque em Cristo Jesus, nem a circuncisão nem a incircuncisão têm valor, mas sim a fé que atua pelo amor.” (Gálatas 5:6)
– “Vocês, porém, são geração eleita, sacerdócio real, nação santa, povo adquirido para Deus, para que anunciem as virtudes daquele que os chamou das trevas para a sua maravilhosa luz.” (1 Pedro 2:9)
Jerusalém Celeste
A Jerusalém Celeste é um tema presente no livro de Apocalipse, simbolizando a consumação final da salvação de Deus. Ela representa a nova criação, onde Deus habitará com a humanidade redimida, livre do pecado e da dor.
– “E eu, João, vi a cidade santa, a nova Jerusalém, que descia do céu, da parte de Deus, preparada como uma noiva adornada para o seu marido.” (Apocalipse 21:2)
Expectativas dos judeus e dos cristãos em relação a Jesus
Para os judeus que não reconhecem Jesus como o Messias, a expectativa é de um Messias que liberte Israel do domínio estrangeiro e restaure a glória do reino davídico. Eles aguardam um líder político e militar que traga paz e prosperidade a Israel.
Para os cristãos, Jesus é o Messias que veio para salvar a humanidade do pecado e da morte, oferecendo salvação através da fé Nele. Eles creem que Jesus voltará novamente para julgar os vivos e os mortos e estabelecer plenamente o Reino de Deus.
Em resumo, a vinda de Jesus Cristo trouxe uma nova compreensão da relação de Deus com Israel e com a humanidade, centrada na fé em Cristo e na inauguração de uma nova aliança. A Jerusalém Celeste simboliza a esperança final da salvação e da comunhão com Deus. As expectativas em relação a Jesus divergem entre judeus e cristãos, refletindo diferentes compreensões do papel do Messias.


