SERÁ JOÃO BATISTA A REENCARNAÇÃO DE ELIAS? (PARTE 2)
O apóstolo João estava preso na Ilha de Pátmos, por rejeitar adoração idólatra ao Imperador Romano e Jesus revelações e ordenou escrever as coisas que “vistes, as que são e as que hão de acontecer” Ap 1,1,19. Em relação as coisas futuras, relativas ao juízo final, João escreveu: “E vi os mortos, grandes e pequenos, que estavam diante do trono … e deu o mar os mortos que nele havia, e a morte e o inferno deram os mortos que neles havia e foram julgados … E a morte e o inferno foram lançados no lago de fogo. Esta é a segunda morte. E aquele que não foi achado escrito no livro da vida foi lançado no lago de fogo” Ap 20.11-15.
O juízo final será para quem morreu sem Cristo. Mas, quem morreu em Cristo, tem o nome escrito no livro da vida; não haverá condenação e ressuscitará para a vida eterna. Jesus disse para Marta, cujo irmão Lázaro havia morrido: “Eu sou a ressurreição e a vida; quem crê em mim, ainda que esteja morto, viverá”Jo 11.25. Jesus é Deus, tem vida em Si Mesmo. Ele é a Ressurreição e a vida e, por isso, todos irão ressuscitar, tanto os que morreram salvos quanto os que morreram perdidos.
O Novo Testamento relata vários casos de ressurreição, culminando com a ressurreição do Senhor Jesus. Na Bíblia não há registro de reencarnação.
Vejamos os casos de ressurreição realizados por Jesus: 1) Jesus ressuscitou a filha de Jairo (Lc 8.49-55); 2) Jesus ressuscitou o filho da viúva de Naim (Lc 7.11-17); 3) Jesus ressuscitou Lázaro (Jo 11.35-44) e 4) Jesus ressuscitou a Si Mesmo (Mt 28.5,6). Jesus morreu porque era humano e ressuscitou porque é Deus.
A Bíblia regista outros casos de ressurreição: *1) Assim que Jesus morreu, muitos cristãos que haviam morrido, ressuscitaram (Mt 27.52,53); 2) Pedro ressuscitou Dorcas (At 9.36-41). 3) A Bíblia prevê a ressurreição daqueles que morrerem em Cristo, por ocasião do arrebatamento da Igreja (1 Ts 4.17). 4) Na Grande Tribulação, haverá a ressurreição das duas testemunhas (Ap 11.3-13); 5) E, por fim, haverá a ressurreição dos mortos incrédulos, que rejeitaram a salvação de Deus em Cristo Jesus, quando serão julgados no juízo final e condenados (Ap 20.11-15).
O Antigo Testamento registra três casos de ressurreição: *1) O filho da viúva de Sarepta, realizado pelo profeta Elias (1 Rs 17.17-24); 2) O filho da mulher Sunamita, realizado pelo profeta Elizeu (2 Rs 4.18-37) e 3) A ressurreição de um homem que morreu e foi lançado sobre a cova onde estavam os ossos do profeta Elizeu* (2 Rs 13.21). Isto mostra o poder de Deus sobre a morte.
O Deus Triúno é a fonte de toda vida. Jesus veio para que tivéssemos vida e vida abundante (Jo 10.10). Só Jesus dá vida para quem crê nEle. A ressurreição de Jesus foi diferente da ressurreição das demais pessoas citadas anteriormente, porque depois, elas voltaram a morrer e aguardam a ressurreição definitiva, no final dos tempos.
Jesus é Deus e tem poder sobre a morte. A Sua morte foi a morte da morte, porque Ele ressuscitou e está vivo. Jesus disse: “fui morto, mas eis aqui estou vivo para todo o sempre” Ap 1.18. Daí Paulo indagar: “Onde está, ó morte a tua vitória? Onde está, ó morte o teu aguilhão?” 1 Co 15.55. O pecado é o aguilhão da morte e foi expiado por Jesus na cruz do calvário.
A questão sobre se João Batista é a reencarnação de Elias decorre da interpretação feita ao testemunho que Jesus deu sobre João Batista, para os Seus discípulos. Jesus disse: “Mas, então que fostes ver? Um profeta? Sim, vos digo eu, e muito mais do que profeta; porque é este de quem está escrito: Eis que diante da tua face enviou o meu anjo, que prosperará diante de ti o teu caminho… Porque todos os profetas e a lei profetizaram até João. E, se quereis dar crédito, é este o Elias que havia de vir” Mt 11.9-14. Essa parte final é usada pelo Espiritismo e por outras religiões que creem na reencarnação, como prova de que João Batista é a reencarnação de Elias. Não se pode criar uma doutrina em cima de um versículo, sem investigar os seus contextos (continua na Parte 3).
No amor de Cristo, José de Arimatéa M Lucena



